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Marcelo Ramos discute futuro da UEA com professores da instituição

Em meio à crise institucional instalada na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), revelada pelas declarações recentes do reitor Cleinaldo Costa de que a instituição corre risco de falência, representantes do corpo docente da universidade reuniram nesta quarta-feira (12) com o candidato a vice-governador, Marcelo Ramos (PR), a fim de apresentar demandas e discutir soluções para os graves problemas da instituição.

Segundo os professores, ligados ao movimento “UEA Não Vai Fechar”, o candidato foi procurado por ter estreita relação com as pautas da universidade. Ex-aluno e militante estudantil, Marcelo atuou, ainda enquanto deputado, pela revogação de dispositivo legal que autoriza o governo do estado a utilizar recursos do Fundo da UEA em outros gastos de governo. A proposta é um dos compromissos de campanha da coligação.

“Em 2003, na gestão do Eduardo, foi criado o fundo da UEA, o que fez com que a universidade pudesse crescer e se expandir. Como o fundo é vinculado do PIM, que estava a todo vapor, foi um modelo que deu certo naquele momento. O problema é que o Governo do Amazonas começou a retirar muito dinheiro desse fundo para arcar com o custeio do estado. É isso que vamos acabar”, garantiu Marcelo.

Na ocasião, os professores entregaram documento formal apresentando suas propostas para a universidade. Dentre elas, a autonomia financeira-orçamentária da universidade; novas formas de financiamento da instituição; mais transparência na utilização dos recursos; e a garantia de direitos e benefícios como as promoções de carreira, interrompidas desde 2011, e o ticket alimentação dos técnicos e professores, que não é pago desde 2014.

CIDADE UNIVERSITÁRIA

Outro ponto abordado na reunião foi a construção do novo campus da universidade. A chamada Cidade Universitária, que já levou mais de R$ 100 milhões em recursos do Governo do Estado, está com as obras interrompidas desde 2015. A comunidade acadêmica reclama da falta de diálogo com a reitoria e o governo, assim como da distância para o futuro campus, que fica no município vizinho de Iranduba (a 22 km de Manaus).

A proposta da coligação União pelo Amazonas é de fazer da área em Iranduba um campus de pesquisa, construindo um novo campus dentro da cidade, possivelmente na área do Aeroclube de Manaus. “O custo de manutenção de uma obra desse porte é tão alto que seria necessário uma Cidade Universitária por ano em recursos para manter aquela estrutura”, disse Marcelo, que garantiu diálogo permanente e assumiu compromisso diante da pauta dos professores.

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