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Manaus tem 46 homicídios após assassinato de PM

Nove dias seguintes ao encontro do corpo do soldado da PM Paulo Sergio Portilho, o Instituto Médico Legal registrou, na Região Metropolitana de Manaus, 46 homicídios, uma média de 5,1 casos por dia

Cidade registrou alta média de assassinatos nos últimos dias (Foto: Eraldo Lopes)

Nos nove dias seguintes ao encontro do corpo do soldado da Polícia Militar (PM) Paulo Sergio Portilho, no dia 30 de maio, em uma área da Invasão Burutizal Verde, no bairro Nova Cidade, zona norte de Manaus, o Instituto Médico Legal (IML) registrou, na Região Metropolitana de Manaus (RMM), 46 homicídios, uma média de 5,1 casos por dia. Como comparação, a média é praticamente a mesma que a registrada nos seis dias seguintes ao massacre de 60 presos no sistema prisional de Manaus, no começo do ano. Naquela ocasião, foram 30 assassinatos registrados nas ruas de Manaus, entre 1º e 6 de janeiro.

Dos 46 homicídios registrados pelo IML nos últimos dias, 25 são por arma de fogo, 14 por arma branca, e sete são de pessoas mortas de formas brutais, como decapitação e esquartejamento, por exemplo.

Fazem parte desta lista, o corpo de Isac Santos, 23, conhecido como ‘Trem Bala’, um dos 15 suspeitos de ter participado da morte do PM e o corpo de Jainy Michely Santos da Silva, 25, irmã de Isac, ambos encontrados decapitados, e nús ao longo da Rodovia AM-010. Jainy estava grávida de quatro meses e partes do corpo foram perfuradas e queimadas.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio de nota, afirma que não há indícios de que os homicídios ocorridos nos últimos dias possuam relação com a morte do PM Paulo Sérgio Portilho. O órgão afirma, ainda, que uma facção criminosa que atua no Amazonas iniciou uma troca de liderança, o que tem ocasionado as mortes na região.

O delegado Juan Valério, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), afirma que os cadáveres encontrados possuem características de mortes realizadas pelo crime organizado. “Não existe represália por parte de agentes do Estado, até porque as características dos corpos encontrados nesses dias são próprias das que são feitas pelas facções criminosas. Nós sabemos que uma facção criminosa trocou de líder recentemente e isso também pode ser uma causa que não pode ser descartada”, afirmou.

O delegado ressalta que os crimes possuem características iguais aos cometidos na rebelião entre facções criminosas ocorridas no Complexo Penitenciário Anisio Jobim (Compaj), no início deste ano. “As características dos crimes que nós vemos agora, são iguais as que vimos na rebelião do Compaj, que é mais um indicio de quem pode ter cometido esses crimes pode aproveitar uma coincidência como a morte do PM”, disse.

A DEHS informou que continua a investigar o caso.

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